A Secretaria de Saúde de Tubarão, em parceria com a UniSul, iniciou o terceiro ciclo do Programa TEA, com uma capacitação para pais e responsáveis, focando na orientação sobre o Transtorno do Espectro Autista e no apoio aos pacientes
A Secretaria de Saúde de Tubarão, em colaboração com a Universidade do Sul de Santa Catarina (UniSul), deu início ao terceiro ciclo de atendimentos do Programa TEA, com uma capacitação direcionada aos pais dos pacientes. O evento, realizado na própria UniSul, teve como principal objetivo orientar e preparar os familiares para uma compreensão aprofundada do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para oferecer o apoio adequado aos pacientes. A atividade foi conduzida pelo fisioterapeuta Kelser de Souza Koch, em uma parceria que também incluiu os alunos do estágio de pediatria do curso de medicina da UniSul. Esses estudantes, inclusive, participam das atividades de Brincar Terapêutico oferecidas pelo programa.
O Programa TEA oferece atendimento multidisciplinar para pacientes com diagnóstico formal de TEA e para seus familiares. O acesso ao serviço é feito através da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde o paciente é avaliado por um médico e, se houver necessidade, é encaminhado ao programa. Os pacientes que ingressam no programa participam de uma entrevista de acolhimento. Enquanto os pacientes são atendidos, os pais e responsáveis são incluídos em capacitações conduzidas por profissionais qualificados, como a que ocorreu recentemente. Os atendimentos são realizados de forma individual e em grupo, com a modalidade sendo definida de acordo com o nível de suporte que cada paciente precisa.
A equipe de profissionais do programa inclui uma psicóloga, educadores físicos, nutricionista, fisioterapeuta e uma médica psiquiatra infantil. Neste novo ciclo, a equipe foi expandida com a inclusão da psicopedagoga Grasiele Bitencourt Fortunato, que já iniciou as atividades com alguns pacientes. A ampliação do quadro profissional visa oferecer um cuidado ainda mais completo e abrangente aos pacientes.
A forma como o programa funciona varia de acordo com o nível de TEA do paciente. Pacientes diagnosticados com TEA de nível 1 recebem atendimentos individuais e em grupo. Já os pacientes com TEA nos níveis 2 e 3 têm acesso a um acompanhamento mais abrangente, que inclui consultas com nutricionista e sessões com a psicopedagoga, além de participarem das atividades do Brincar Terapêutico, realizadas em parceria com os estudantes da UniSul. O programa busca oferecer um suporte diferenciado, com uma abordagem que atende às especificidades de cada paciente, ao mesmo tempo que capacita os familiares para que possam participar de forma ativa no desenvolvimento e tratamento.
